segunda-feira, 25 de março de 2013

Sincronicidade e Individuação

O conceito de individuação foi criado pelo psicólogo Carl Gustav Jung e é um dos conceitos centrais da sua psicologia analítica.

Carl Gustav Jung nasceu em Kesswill na Suíça em 26 de julho de 1875 e faleceu na cidade de Küsnacht também na Suíça em 6 de junho de 1961, este importante ícone histórico foi um psiquiatra e fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia Junguiana.

Já estudante de medicina, decide dedicar-se à até então obscura, especialidade de psiquiatria, após a leitura ocasional de um livro do psiquiatra Krafft-Ebing. Em 1900, Jung tornou-se interno na Clínica Psiquiátrica Burgholzli, em Zurique, então dirigida pelo psiquiatra Eugen Bleuler, famoso pela sua concepção de esquizofrenia.

Seguindo o seu treino prático na clínica, ele conduziu estudos com a associação de palavras. Já nessa época Jung propunha uma atitude humanista frente aos pacientes. O médico deveria "propor perguntas que digam respeito ao homem em sua totalidade e não limitar-se apenas aos sintomas". Desde cedo ele já adiantava a ideia do que hoje está ganhando força em todos os campos com o nome de "Holismo", o ponto de vista do homem integral. A seus olhos "diante do paciente só existe a compreensão individual". Por isso evitava generalizar um método, uma panaceia para um determinado tipo de anomalia psíquica. Cada encontro é único e, sendo assim, não pode incorrer em qualquer tipo de padronização.

Holismo (do grego holos que significa inteiro ou todo) é a ideia de que as propriedades de um sistema, quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas apenas pela soma dos seus componentes. O sistema como um todo determina como se comportam as partes.

O princípio geral do Holismo pode ser resumido por Aristóteles, na sua Metafísica, quando afirma: O todo é maior do que a simples soma das suas partes.

A palavra foi criada por Jan Smuts, primeiro-ministro da África do Sul, no seu livro de 1926, Holism and Evolution, que a definiu assim: "A tendência da Natureza, através de evolução criativa, é a de formar qualquer "todo" como sendo maior do que a soma de suas partes".

Vê o mundo como um todo integrado, como um organismo.

É também chamado não-reducionismo, por ser o oposto do reducionismo e ao pensamento cartesiano. Pode ser visto também como o oposto de atomismo ou mesmo do materialismo.

De uma forma ou de outra, o princípio do holismo foi discutido por diversos pensadores ao longo da História. Nomeadamente pelo primeiro filósofo que o instituiu para a ciência, que foi o francês Augusto Comte (1798-1857) ao sobrepor a importância do espírito de conjunto (ou de síntese), sobre o espírito de detalhes (ou de análise), para uma compreensão adequada da ciência em si e de seu valor para o conjunto da existência humana. Entretanto, já no nosso tempo, o sociólogo e médico Nicholas A. Christakis explica que "nos últimos séculos o projeto cartesiano na ciência tem sido insuficiente ou redutor ao pretender romper a matéria em pedaços cada vez menores, na busca de entendimento. E isso pode funcionar, até certo ponto, mas também recolocar as coisas em conjunto, a fim de entendê-las melhor, devido à dificuldade ou complexidade de uma questão ou problema em particular, normalmente, vem sempre mais tarde no desenvolvimento da pesquisa, da abordagem de um cientista, ou no desenvolvimento da ciência".

Encontro com Sigmund Freud

Carl Gustav Jung em 1902 deslocou-se a Paris onde estudou com Pierre Janet, regressando no ano seguinte ao hospital de Burgholzli onde assumiu um cargo de chefia e onde, em 1904, montou um laboratório experimental em que implementou o seu célebre teste de associação de palavras para o diagnóstico psiquiátrico. Neste ínterim, Jung entra em contato com as obras de Sigmund Freud (1856-1939). Jung viu em Freud um companheiro para desbravar os caminhos da mente. Enviou-lhe copias de seus trabalhos sobre a existência do inconsciente, confirmando concepções freudianas de recalque e repressão. Ambos encantaram-se um com o outro, principalmente porque os dois desenvolviam trabalhos inéditos em medicina e psiquiatria.

A Individuação

A individuação, conforme descrita por Jung, é um processo através do qual o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implica uma ampliação da consciência. Através desse processo, o indivíduo identifica-se menos com as condutas e valores encorajados pelo meio no qual se encontra e mais com as orientações emanadas do Si-mesmo, a totalidade (entenda-se totalidade como o conjunto das instâncias psíquicas sugeridas por Carl Jung, tais como persona, sombra, self, etc.) de sua personalidade individual. Jung entende que o atingimento da consciência dessa totalidade é a meta de desenvolvimento da psique, e que eventuais resistências em permitir o desenrolar natural do processo de individuação é uma das causas do sofrimento e da doença psíquica, uma vez que o inconsciente tenta compensar a unilateralidade do indivíduo através do princípio da enantiodromia.

Enantiodromia

Enantiodromia é um conceito introduzido na psicologia pelo psiquiatra Carl Gustav Jung no qual a superabundância de qualquer 'força' inevitavelmente produz o oposto do que é esperado. É de certo modo equivalente ao princípio de estabilidade no mundo natural, aonde qualquer extremo vem a ser incompatível com a ideia de equilíbrio, tal como esse conceito é entendido.

Jung o utilizou particularmente para se referir à ação inconsciente, conflitante com os desígnios da mente consciente. ("Aspectos da Masculinidade", capítulo 7).

No seu significado literal, "ir contra", concernindo ao caráter emergente do inconsciente no transcorrer da vivência. Esse fenômeno característico ocorre praticamente sempre que uma tendência extrema e/ou unilateral rege a vida consciente; uma contraposição igualmente poderosa, contudo, é erguida a tempo, e termina por inibir o desempenho consciente num primeiro momento e, em seguida, acaba mesmo por irromper o controle consciente da psique.

A enantiodromia é tipicamente experimentada em conjunto com sintomas associados com neurose aguda, e é muitas vezes um prenúncio de um renascimento da personalidade.

O descomunal plano mental sobre o qual a vida inconsciente da psique é erigida se mostra tão inacessível à nossa compreensão que talvez jamais cheguemos a saber, pormenorizadamente o mecanismo funcional pelo qual um ato 'mal' pode vir a desencadear um bem, por meio da enantiodromia, da mesma forma que um ato considerado 'bom' pode muito bem levar a um estado indesejável. ["A Fenomenologia do Espírito nos Contos de Fadas", capítulo 9].

Apesar do termo ter sido cunhado por Jung, esse conceito já pode ser identificado nas obras de Heráclito e Platão. Segundo Platão, em sua obra Phaedo, "Tudo surge desse modo, opostos criando opostos".

Um exemplo de enantiodromia é identificar os gêneros como feminino e masculino. Só se pode se entender o conceito de feminilidade caso consiga identificar o masculino também como seu oposto. Dessa forma, segundo Jung, conforme um indivíduo se identifica conscientemente como extremamente masculino, um conceito de extremamente feminina se forma em seu inconsciente em oposição ao seu “Eu masculino”. Outro exemplo seria o conflito entre um eu consciente extremamente bondoso e um eu inconsciente extremamente maligno. O conflito entre os dois é comum em neuroses agudas.

Jung ressaltou que o processo de individuação não entra em conflito com a norma coletiva do meio no qual o indivíduo se encontra, uma vez que esse processo, no seu entendimento, tem como condição para ocorrer que o ser humano tenha conseguido adaptar-se e inserir-se com sucesso dentro de seu ambiente, tornando-se um membro ativo de sua comunidade. O psicólogo suíço afirmou que poucos indivíduos alcançavam a meta da individuação de forma mais ampla.

Um dos passos necessários para a individuação seria a assimilação das quatro funções (sensação, pensamento, intuição e sentimento), conceitos definidos por Jung em sua teoria dos tipos psicológicos. Em seus estudos sobre a alquimia, Jung identificou a meta da individuação como sendo equivalente à "Opus Magna", ou "Grande Obra" dos alquimistas. A individuação também pode ser compreendida em termos globais como o processo que cria o mundo e o leva a seu destino (Rocha Filho, 2007), não sendo, por isso, uma exclusividade humana. A individuação, neste contexto, se identifica com o mecanismo de autorrealização, ou primeiro-motor do universo.

Sincronicidade

Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung  para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos sincronísticos não a relacionado com o princípio da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A sincronicidade é também referida por Jung de "coincidência significativa".

O termo foi utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém Jung demorou ainda mais 21 anos para concluir a obra "Sincronicidade: um princípio de conexões acausais", onde o expõe e propõe o início da discussão sobre o assunto. Uma de suas últimas obras foi, segundo o próprio, a de elaboração mais demorada devido à complexidade do tema e da impossibilidade de reprodução dos eventos em ambiente controlado.

Em termos simples, sincronicidade é a experiência de ocorrerem dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa", onde esse significado sugere um padrão subjacente, uma sincronia.

A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Foi este princípio, que Jung sentiu abrangido por seus conceitos de Arquétipo e Inconsciente coletivo, justamente o que uniu o médico psiquiatra Jung ao físico Wolfgang Pauli, dando início às pesquisas interdisciplinares em Física e Psicologia. Ocorre que a sincronicidade se manifesta às vezes atemporalmente e/ou em eventos energéticos acausais, e em ambos os casos são violados princípios associados ao paradigma científico vigente. Segundo Rocha Filho (2007), inclusive o insight pode ser um fenômeno sincronístico, assim como muitas descobertas científicas que, de acordo com dados históricos, ocorreram quase simultaneamente em diferentes lugares do mundo, sem que os cientistas tivessem qualquer contato.

Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, e essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".

A saber, Rocha Filho é escritor e professor da Faculdade de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS escreve sobre temas relacionados à formação inicial e continuada de professores, à experimentação, à transdisciplinaridade e às relações entre a física e a psicologia analítica. De tendência interdisciplinar, sua formação inclui análises clínicas, eletrônica, física, psicossomática, metodologia do ensino superior, educação, engenharia, filosofia e ensino de ciências.

Sincronicidade pelo cético é tida por coincidência, mas sabemos que muitas coisas que vemos e revemos a todos os momentos acontecerem não podem ser reproduzidas em laboratório, principalmente quando o assunto concernente é a psique humana.

Quantas vezes já não nos pegamos tendo o conhecido “Déjà vu ou Déjà vi”, como explicar o fato? 

Quem já leu sobre o famoso Alan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) que se notabilizou como o codificador do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita, este quando começou a compilar o Livro dos Espíritos teve contato com grupos espíritas de cerca de quinze países da Europa e da América Latina, aparecem assim 1018 perguntas e respostas, estas foram no mesmo momento escritas em diversos lugares do mundo sem que os médiuns se conhecessem, sem que tivessem contatos anteriores, mas todas seguiam o mesmo propósito, pode-se chamar isso de sincronicidade, ou seria melhor desconsiderar o fato e apresentá-lo como mera coincidência?

Certamente já aconteceu isso com todos, o fato de recebermos uma carta de uma pessoa, um email, um telefonema de alguém exatamente no momento em que estamos pensando no mesmo, como explicar isso? Qual a possibilidade de estar sem dinheiro e avistar uma nota perdida e esta salvar o seu dia? Coincidência? Destino? Sincronicidade?

Sinceramente eu em meu parco conhecimento desconheço essas respostas, mas não por isso me nego a refletir e divagar sobre elas, muitas vezes ouço, que contra fatos não há argumentos, sendo assim procurando fatos sobre o assunto vejo os seguintes:

Como explicar o fato “Missing Time” ou “tempo perdido” é o nome que se dá ao fenômeno que algumas pessoas sofrem “perdendo o tempo” de forma absurda. O que acontece, segundo relato das vítimas, é que sem nenhuma explicação seus relógios perdem a sincronia com o horário real, e que muitas vezes esta falta de sincronia cronológica de seus aparelhos vem acompanhada de estranhas lembranças. Muito estranhas mesmo! Não se sabe o que realmente acontece com essas pessoas, mas supostamente esses teriam uma espécie de transferência para outros lugares e teriam sido devolvidas nas mesmas condições em que se encontravam sem nem mesmo ter percebido o que lhe ocorreu.

Entendam que não quero desviar o fator para o sobrenatural, no sentido literal da palavra, mas até mesmo o sobrenatural, o inexplicável, aquilo que foge ao que é palpável, como explicar a tudo isso?

Cito estes dois parágrafos anteriores para fazer-lhes o seguinte questionamento, é possível ignorarmos o fato de desconhecermos a nós mesmos? É possível empreendermos ações tomadas pelo sentimento de que sabemos tudo, ignorarmos uma massa envoltória que está além de nós mesmos, que rege a vida, a natureza como um todo? Temos o direito de negar a Deus como o único realmente sábio e nos postarmos entre colunas desejosos de ver a luz, se não acreditamos que o conhecimento é emanado por Este a aqueles que incansavelmente se questionam que questionam o meio em que vivemos, que lutam por não acreditarem no absolutismo humano?

Não pretendo com este texto criar uma revolta, mas apenas uma forma de nos questionarmos, podemos mesmo acreditar que Deus nos deu uma fórmula absoluta e imutável e que deve ser seguida cegamente? Com que intuito, para que lutemos contra o diferente nos digladiando sem fim, até que não sobre o azul, o rosa, o vermelho, o amarelo e finquemos assim uma bandeira branca?

Creio que estamos muito longe de sabermos algo, pois se olharmos para o céu e vislumbrarmos as estrelas mal conseguiremos contar quantas existem ao todo e mesmo com todas as máquinas mais poderosas de observação que foram até hoje construídas, podemos sequer imaginar um fim para tudo isto. Como podemos então afirmar isso existe, aquilo não?

Por fim analisando a “Sincronicidade e a Individuação, pude deduzir que somos parte de um todo, mas como indivíduos e buscando a progressão, devemos nos questionar, assim encontraremos novas respostas e posteriormente novas perguntas. Quanto mais perguntas tivermos quer dizer que mais respostas encontramos, assim mais ligados estaremos com a sincronia do mundo e porque não dizer do universo, do cosmo. Reconhecendo a Deus como “TUDO” e que fazemos parte deste, quanto mais perguntas nos fizermos, mais estaremos ligados a Ele e mais vezes teremos o privilégio de nos depararmos com acessos de sincronicidade.

Por fim tenho um pedido que gostaria de compartilhar:

Que todos nós humanos nos entendamos como humanos que somos e que não tentemos humanizar a Deus, pois somos criações Dele e não o contrário.

domingo, 17 de março de 2013

O Esquadro e o Compasso

O compasso é um instrumento de desenho usado para desenhar arcos de circunferência, serve também para marcar um segmento numa reta com comprimento igual a outro segmento dado e resolver alguns tipos de problemas geométricos, como por exemplo, construir um hexágono, ou achar o centro de uma circunferência.
O compasso parabólico que conhecemos hoje foi inventado por Leonardo da Vinci.
Os compassos comuns possuem uma ponta seca, em forma de agulha, que determina um ponto fixo no papel, e outra ponta dotada de um estilete de grafite para traçar a circunferência, tendo como centro a ponta seca.
Nos compassos usados em Desenho Técnico, a ponta do grafite pode ser substituída por um adaptador, que permite acoplar uma lapiseira ou caneta. Outro acessório destes compassos é otira-linhas, um instrumento que funciona como uma espécie de bico de pena. É semelhante a uma fina pinça, com um parafuso que permite regular a distância entre as pontas. Deposita-se uma gota de tinta nanquim entre as pontas da pinça, e em seguida se traça a circunferência.
O chamado compasso balaústre possui um parafuso transversal às duas hastes, que permite ajustar a abertura e mantê-la fixa, impedindo alterar a abertura acidentalmente.
Para permitir o traçado de circunferências de grandes raios, alguns compassos possuem uma ou ambas as hastes telescópicas, que podem ser estendidas até atingir o comprimento necessário.
O Esquadro
O esquadro é um instrumento de desenho utilizado em obras civis e que também pode ser usado para fazer linhas retas verticais com precisão para 90º.
Existem diversos tipos de esquadros: o primeiro, com o formato de um triângulo retângulo isósceles de 45º, 45º e 90º; o segundo, com o formato de um triângulo retângulo escaleno de 30º, 60º e 90º. Quanto ao tamanho, ou se tem ou não escala, depende das funções que se quer explorar com o instrumento. Para quem não sabe fazer transferência de ângulos, existe um tipo de esquadro que é adaptável com um transferidor, permitindo fazer qualquer ângulo. Em engenharia civil é utilizado para verificação de ângulos das paredes.
Têm-se notícia que os primeiros a utilizar o esquadro foram os egípcios, tendo em vista que suas pirâmides são compostas de pedras perfeitamente esquadrejadas e com as bases perfeitamente esquadrejadas. Os egípcios descobriram que se utilizando uma corda marcada em intervalos iguais e tomando-se as medidas 3, 4 e 5 para os lados de um triângulo, obtinham um triângulo retângulo, onde os catetos menores eram os lados de 3 e 4 unidades e a hipotenusa o lado maior. Assim, usavam essas medidas para confeccionar triângulos de madeira com a forma muito parecida com os esquadros que conhecemos hoje em dia, utilizando os mesmos para manter a perfeição de suas construções.
O par de esquadros é usado como instrumento de desenho para solução de problemas de geometria gráfica. O par de esquadros é composto por um esquadro com 2 ângulos de 45º e outro com um ângulo de 30º e outro ângulo de 60º. Os esquadros são utilizados para traçar retas paralelas. Eles são diferentes na forma e na medida.
Num verdadeiro par de esquadros a hipotenusa do triângulo retângulo isósceles correspondente ao esquadro que tem os dois ângulos de 45° é congruente ao maior cateto do esquadro correspondente ao triângulo retângulo com ângulos de 30° e 60º.
Diz-se que uma obra qualquer está "no esquadro" quando o ângulo formado entre suas partes for reto (90°).

O Esquadro e o Compasso na Maçonaria
O Esquadro e o Compasso unidos são um dos símbolos que representam a Maçonaria, os mais conhecidos por sinal, ambos são ferramentas do arquiteto, do engenheiro e são utilizados nas lojas Maçônicas como alegorias para o ensinamento de todos os Maçons.
Representam a conduta Maçônica, pois todos devemos enquadrar nossas atitudes pelo quadrado da virtude, aprendermos a circunscrever nossos desejos e manter nossas paixões, dentro dos limites da humanidade.
O Esquadro resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do Homem sobre a matéria e da ação do Homem sobre si mesmo. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos. Emite a ideia inflexível da imparcialidade e precisão de caráter. Simboliza a moralidade.
O esquadro e o compasso simbolizam também a materialidade do homem e sua espiritualidade.
Quando juntos e na sua apresentação representam respectivamente e dependendo de como se arrumam as Lojas e os trabalhos e ritual de Aprendiz, Companheiro ou Mestre.
Esquadro representa a retidão, a integridade de caráter, limitadas por duas linhas, uma na horizontal e outra na vertical.
A linha horizontal representa o caminho que temos que percorrer na Terra, em nossas vidas, já a linha na vertical representa o caminho de evolução em direção ao cosmo, ao sagrado, uma evolução sem fim, eterna, que nos eleva ao infinito e a Deus.

O Compasso por sua vez representa o equilíbrio, a justiça, a vida correta, este é o símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas.
Uma comparação feita ao Compasso e o Esquadro, temos no primeiro um instrumento flexível e o segundo rijo, desta maneira todo Maçom em diversos momentos de suas vidas, devem agir de forma rígida e, em outrora ser flexíveis, porém sem exasperar as ações conforme estes valiosos instrumentos, pois devemos ser precisos e exatos, conforme pede a situação.
Entre estes importantíssimos símbolos encontramos a letra “G”, o que é o mais Augusto Símbolo segundo meu modo de ver.
A Letra “G” é a sétima letra de qualquer um dos alfabetos que utilize o grafismo árabe e apresenta diversos significados.
Geometria ou a Quinta Ciência, é o fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada.
O “G” significa Gnose , que é o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso, significa também gravitação, que é a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria, também denota a palavra geração,  que é a vida que perpetua a série dos seres a Força Criadora que se acha no centro de todos e de todas as coisas.
Temos também esta na palavra Gênio, que é a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor, também está contida no início de Grandeza, assim é o homem, na maior e mais perfeita Obra da Criação, na palavra Gimel, uma palavra hebraica, que entende-se pelos deveres do homem para com Deus e seus semelhantes.
O “G” é a sétima letra nos alfabetos mais comuns como citado acima, e o 7 é considerado o número da perfeição, como em vários exemplos se destaca o que Deus fez o mundo em 7 dias, o 7 sempre é citado como o número divino.
No entanto, seguindo fielmente os diversos autores, o acrônimo "G" significa Geometria, tendo por base os ensinamentos da Escola de Krotona de Pitágoras, ou mesmo Gnosis (Gnose, Gnosticismo), considerando seus aspectos místico, simbólico e vivencial.
O Compasso e o Esquadro são alegorias, símbolos, mas para os Maçons são mais que apenas símbolos, representam o orgulho, o amor, a Deus, uma parte do corpo, algo gravado no coração na mente e na alma, algo que levaremos além desta vida, algo que levaremos para a eternidade.